Os primeiros a entrar para a Prole
Sexta-feira, 14 de agosto de 2009
O proletário não tem nada além da força do seu trabalho. Para sobreviver, ele vende a sua capacidade de trabalhar – seu próprio trabalho e os produtos que ele gera não lhe pertencem. Nesses tempos em que a música é gratuita, nós podemos dizer que somos proletários: nós somos o Inkaktus Prole.
Muita coisa aconteceu desde que resolvemos formar a banda, há mais ou menos 14 anos: faculdade, estágios, promoções, demissões, desemprego, dívidas, um surto, casamentos, juntamentos, traições, divórcios, paternidades (planejadas ou não), dependências químicas e psicológicas, prisões, processos, acidentes, colesterol alto – não necessariamente nessa ordem.
Mudamos muito desde o primeiro ensaio, e o nosso som também mudou, e é certo que continue mudando. Durante as gravações, o Inkaktus Prole foi formado pelos guitarristas Fábio Marinho e André ‘Caubi’, com o Tiago Moler no baixo, o Dedé na bateria, eu e o Brass nos vocais.
Por convite do João Marcelo Boscoli gravamos todo o álbum ‘em SDR’ nos estudios da Trama, e tivemos a sorte de ter o Rodrigo Sanches produzindo, mixando e masterizando as músicas. Foi idéia dele chamar o Max B.O. para fazer as rimas de City Tour, e é descoberta dele a voz da Adore Diniz que está em algumas músicas do ‘S’.
Toda a arte do encarte e o logotipo da banda foram criados pela designer Deborah Avelino que trabalha na Tandaká Soluções em Sustentabilidade, e as ilustrações dos 12 personagens são de autoria do talentosíssimo Douglas Ferreira.
Se quiser fazer parte desta Prole, será bem-vindo. A porta está aberta.






