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Musicas em SDR – Rock Brasuca

Eu acredito no Rock brasileiro!
É possível sim, fazer musica boa em português. E sempre tem gente fazendo por aí.
O que falta é espaço nos meios de massa. E o fato é que piorou muito nos últimos 10 anos.
Há 7 ou 8 anos atrás ainda era possível descobrir coisa boa pela grande mídia.

Seguem 3 bons exemplos que tocavam nas FMs e ganhavam prêmios na MTV (na década passada).
Sonzeiras que fizeram sucesso sob a ótica SDR:

S – Socializar
Velhas Fotos do TEQUILA BABY – Letra e tradução aqui: http://ow.ly/6RXVw

Uma musica que fala de saudade, de não conseguir esquecer alguém.
E nem por isso soa piegas. Rock`n Roll brasileiro do bom.
Que fodam-se os poetas e os loucos desvairados
que rasgam os retratos pra esquecer

D – Desligar
Você não sabe o que perdeu do CACHORRO GRANDE – Letra e tradução aqui: http://ow.ly/6IL9R

Para os boêmios de plantão.
A dúvida que surge quando te chamam para aquela festinha da pesada: Vou ou não vou?
Mas se não for. O que é que vão dizer?
Você não sabe o que perdeu. Você não viu o que aconteceu

Quem nunca passou por isso?
Justo aquela balada que você resolveu ficar em casa……….. todo mundo se comeu.

R – Realizar
Minha Alma d’O RAPPA – Letra e tradução aqui: http://ow.ly/6ILsT

Imagina aquele seu colega de escritório que nunca briga com ninguém, que nunca demonstrou insatisfação com as coisas erradas que acontecem no trabalho, que adora dizer a frase: Prefiro ser feliz do que ficar arrumando confusão.
Pois é. Esse é o típico cara que todo mundo monta em cima.
Uma coisa é não ser encrenqueiro, outra coisa é ser um bundão.
Paz sem voz = Não é paz, é medo!
Se posicionar e colocar limites. Na hora o clima fica pesadão, mas depois tudo entra no eixo.
É pela paz que eu não quero seguir admitindo
Vai por mim.

yes, we can.

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A arte em segundo plano

“As rádios FM são o último foco de resistência da indústria fonográfica falida” (Rogerio Skylab)

Para quem não sabe, para se ter uma emissora de rádio é preciso ganhar uma concessão do governo. Você pode até fazer uma rádio na internet, mas se quiser que seja transmitida pelas freqüências AM ou FM, onde há limite de dials disponíveis, você precisa ser um dos escolhidos pelo poder executivo e ser aprovado por deputados e senadores.
Esse poder dado aos governantes tem um propósito bastante positivo – conceder o direito apenas para quem comprovar que vai contribuir para a sociedade, seja por alguma prestação de serviço ou ajudando a enriquecer a cultura nacional. E existem diversas formas de fazer isso: através de jornalismo, música, esportes, etc.

O primeiro problema é que ninguém se lembra (ou sabe) disso.

O segundo problema é que as concessões viraram moeda de troca entre políticos. Você me ajuda aqui que eu te dou uma concessão ali.
O tempo passou e se criou um cenário onde a única preocupação das emissoras é vender publicidade para deixar os donos das concessões ricos.

Cadê a contribuição para a sociedade?

Para noticiários ou esportes, isso não chegou a atrapalhar muito, pois a audiência segue os programas que contam com os melhores profissionais (narradores, jornalistas, etc).
Já a música…. coitada! Se tornou uma paisagem sem cor, um terreno uniforme para não atrapalhar o horário comercial. Quanto menos inovador, menos estranho = menor o risco de afastar a grande audiência.

E qual é o tema mais fácil de agradar a massa? O amor.

O amor é lindo, mas existem outros assuntos que também são interessantes para se fazer musica.
No Brasil, entre as 100 músicas mais tocadas no rádio (Billboard – junho/2011), contei 79 canções que falam de amor (S), 13 exaltando momentos de diversão (D) e apenas 8 filosofando sobre realização (R). Nesta lista estão inclusos os artistas gringos também.
Se filtrarmos apenas os brasileiros, quase todos falam de amor !!! Somente 2 exceções (Chimarruts e Capital Inicial) que emplacaram, entre as últimas colocações, canções sobre o caminho da realização.

É muito pouco!

Ou você passa 80% do seu tempo falando de amor?

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Musicas em SDR – Polêmicas

Se a intenção é chocar, tem que ser extremo.
Muitos tabús já foram quebrados, e as pessoas só se assustam com o que não teriam coragem nem de pensar.
De escutar uma letra e dizer: O cara falou isso mesmo?! Será que eu entendi direito?

É possível “causar” em SDR em também.
Uma prova são essas musicas abaixo:

S – Socializar
Rape me do NIRVANA – Letra e tradução aqui: http://ow.ly/5epZR

Me estupre! Me odeie!
Algum amigo já te pediu isso?!
Masoquismo gay do mais alto calibre? Com certeza não.
Kurt queria mostrar um estuprado mais forte que o estuprador – sujeito fedido que vai queimar no inferno (como diz a musica).

D – Desligar
Simpathy for the devil dos ROLLING STONES – Letra e tradução aqui: http://ow.ly/5ayJC

Começa pelo nome da música: Simpatia pelo demonio
Só isso já dá medo. E nem precisa ser muito religioso.
Mais foda ainda é cantar como se fosse o próprio diabo.
É o tipo de música que parece já nascer amaldiçoada.
Será por isso que o Mick Jagger é tão pé frio?

R – Realizar
God save the queen dos SEX PISTOLS – Letra e tradução aqui:http://ow.ly/5faLT

Repetiram a primeira frase do hino nacional e chamaram o governo britanico de fascista.
Aproveitaram que a rainha estava completando 25 anos de coroa, e lhe deram de presente uma musica dizendo que ela não é humana e não passa de uma fingida.
Em outros tempos terminariam na forca.
Mas nesse caso, Johnny & Cia viraram ícones de um movimento.

Três musicas que entraram para a história.

Quem não arrisca…

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Os rebeldes da mídia

Era uma vez no Brasil um tempo onde músicos tinham tanta fama e dinheiro que se permitiam fazer shows embriagados, sendo que na maioria das vezes acabavam fazendo shows péssimos, que nem sempre chegavam ao fim. Alguns até se davam ao luxo de não aparecer no próprio show.

Mas, apesar disso, eram grandes sucessos baseados em talentos indiscutíveis. Era uma época de Cazuza, Tim Maia, Raul Seixas, Lobão, Legião Urbana e por aí vai.

Fazer comentários inconseqüentes em entrevistas para a grande mídia era outra arma desses artistas – Era só falar uma merda que ninguém tinha coragem de dizer e já surgia uma baita polemica. Apesar de muitas criticas vindas da própria mídia, um monte de gente ficava ainda mais fã.

Hoje não funciona mais desse jeito.

Os músicos que quiserem entrar na grande mídia devem aceitar uma série de imposições do mercado. Só participa do mainstream quem toca no rádio ou na novela, e só toca no rádio se deixar mexerem na sua música para que ela fique bem inofensiva. As emissoras de rádio dependem de campanhas publicitárias que não querem estar envolvidas em polêmicas.

Como o sucesso fica artificial, as bandas que chegam lá são as mais `bunda-mole` possível. Jamais faltariam a um show.

E hoje? Quem são os rebeldes da mídia brasileira?

Quem cumpre a missão de `trollar` o politicamente correto são os humoristas (CQC, Panico e afins).

Pois é. Voltamos aos tempos dos bobos da corte – Só eles podem falar merda hoje em dia.

A propósito, eles tem milhares de fãs e a agenda lotada de shows (o que poucas bandas tem).

E nos Estados Unidos? É diferente?

O único rebelde que consigo me lembrar agora é o Charlie Sheen.

Ih! Fodeu!

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Quantos somos?

Ano de eleição e o Brasil mostrou mais uma vez a cara do seu povo.

Na câmara dos deputados tivemos a vitória esmagadora da indiferença representada pelas candidaturas bizarras e eleitas. Alguns nomes bons também estarão lá, mas infelizmente não serão a maioria.

Poucos sabem, mas existiam candidatos sérios que não quiseram se render ao esquema e por isso se tornaram anônimos. Como conseqüência, não foram eleitos.

A primeira pergunta: É mais fácil dizer que ninguém presta ou dar uma pesquisada na internet para ter certeza disso? (vários sites tinham a lista completa dos candidatos).

A segunda pergunta: A sua forma de ver o mundo está representada na câmara?

Preste atenção se suas respostas não carregam indiferença, pois é possivel que você esteja, sim, muito bem representado na câmara dos deputados.

Fazendo um paralelo com seu relacionamento com a música.

A primeira pergunta: Todas as músicas que você escuta tocam no rádio?

A segunda pergunta: A sua forma de ver o mundo está representada nas musicas que tocam no rádio?

Mídia de Massa – Aprecie com moderação.

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Aprendendo com a experiência dos outros

No começo do ano postei sobre Yin Yang no SDR. Escrevi que cada uma das 3 necessidades tem seu lado ‘claro’ e seu lado ‘escuro’.

Mas não ressaltei que se tratam de ciclos. SDR são 3 ciclos!

Quanto mais ciclos vivemos, mais chances de aprendizado, maior a experiência – apesar de reconhecer que muita gente não aprende nunca.

Mas esperto mesmo é aquele que aprende TAMBÉM com as experiências dos outros. Assim evita aquela famosa frase dos velhinhos frustrados: “ah, se eu tivesse a saúde dos meus 30 anos com a sabedoria que eu tenho hoje…”

Aliás, escutar os mais velhos é sempre muito esclarecedor. Os ‘mais velhos’ já viram muita história, e chegaram à conclusão que elas sempre se repetem. São ciclos!

Pensando em SDR de uma forma simplificada, os ciclos de experiência poderiam ser explicados assim:

 
ciclos SDR

Agora imagina o Yin Yang em cada um desses ciclos. Imagina o lado claro e o lado escuro.

De que lado você prefere ficar?

A verdade é que não precisa escolher um lado.

Um bom caminho é o equilibrio.

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A santíssima trindade inspirou o SDR

Eu respeito todas as religiões, e fico muito feliz quando os argumentos de uma crença conseguem fazer sentido sem apelar para o “temor” do divino.

E um argumento que eu gosto muito é o da santíssima trindade.

Olha que engraçado! Pouca gente sabe o significado da santíssima trindade. Até aqueles mais crentes que vão sempre para a igreja. Pergunte para eles! Na maioria das vezes eles vão se enrolar pra responder.

Alguns vão responder: Santíssima trindade é o Pai, o Filho e o Espírito Santo, onde Pai é Deus, Filho é Jesus Cristo e Espírito Santo é o responsável por eu ter me convertido.

Mas aí você insiste, e pergunta de novo: Mas qual é o significado dessa trindade? Qual é o aprendizado que devemos ter com ela? Qual é a grande mensagem?

Dificilmente vem uma resposta satisfatória. E sabe por quê? Porque a maioria nem se preocupou em entender o que significa de verdade. Para muita gente, faz parte do decoreba do “Pai Nosso”. Aliás, o “Pai Nosso” também é animal!

Aqui vai a minha resposta sobre a santíssima trindade. Das investigações que fiz, a versão que mais me convenceu foi a seguinte:

Nós somos a imagem e semelhança de Deus, e Deus é representado pela santíssima trindade. Isso quer dizer que nossa essência é a santíssima trindade.

Pai = É aquele que cria, ou seja, tem o poder de criar. É o nosso poder de criação. Socialize!

Filho = É o resultado dessa criação. Nós somos fruto das nossas experiências. Experimente!

Espírito Santo = É o dom divino que cada um recebeu. Realize!

Ou seja, nós todos somos essas três coisas. À semelhança de Deus.

Não é bonito?

Não vou nem fazer uma comparação com o SDR.

Cada um que tire sua própria conclusão.

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A música é o reflexo da sociedade. Ou é o contrário?

Quando Platão afirmou que “pode-se dominar um povo dominando sua música” imagino que ele entendia o poder que essa arte sonora tem. E olha que nem tinha televisão, rádio ou internet naquela época. Mas provavelmente ele sabia, e sentia, os efeitos que determinadas canções são capazes de gerar no comportamento das pessoas.

Aí estamos em pleno século 21…

…Digamos que justo no dia que você tomou um pé na bunda daquela garota que parecia perfeita, com sua auto-estima lá em baixo, você liga o rádio e escuta frases como: “sem você eu não vivo”, “a minha vida sem você não faz sentido” ou “só me sinto vivo quando estou do seu lado”.

O que você vai pensar? Qual é a mensagem que vai ficar na mente?

Se for pensar de forma literal, é um puta incentivo para o suicídio ou para a elaboração de um crime passional.

Lembra aquele caso da menina Eloá? Pois é. Ela levou um tiro do ex-namorado inconformado. Eu me pergunto: Qual era o tipo de música que esse moleque escutava?

Grandes chances de ser sertanejo ou pagode. Mas na verdade não interessa que musica ele escutava, ele provavelmente escutava rádio.

E no rádio só toca musica de amor, salvo algumas exceções. Afinal de contas, é o tema mais fácil para gerar identificação, o que facilita sua aceitação e potencial de venda. E a indústria fonográfica sabe disso. Não é a toa que o EMO virou o gênero queridinho da vez.

Eu não sou contra musicas que falem de amores – até faço algumas – mas sou contra a falta de espaço para os outros temas.

Será que correr atrás de uma alma gêmea é o único sentido dessa vida?

Imagine uma geração inteira pensando assim.

Agora imagine uma juventude alienada que nunca sai às ruas para exigir um comportamento ético dos seus governantes.

Imaginou?

Entendeu?

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Freud em SDR

Segundo Sigmund, pai da psicanálise, a psique humana é formada pelo id, ego e superego.

Em sua teoria, o pensamento humano sofre um processo de repressão constante por estas 3 forças interiores. E é no reconhecimento destas influencias que podemos encontrar as respostas para algumas de nossas atitudes ou impulsos.

Resumindo de forma bastante rasa, o conceito de Freud seria o seguinte:

No id estão nossos princípios mais primitivos.

No ego é que percebemos a realidade, ajudando nossa adaptação ao ambiente.

E o superego é a nossa consciência. É o plano moral nos dando sinais do que é certo ou errado.

Fazendo um paralelo com a filosofia SDR ficaria assim:

Quando pensamos em nossa necessidade de Socializar, estamos falando de uma necessidade primitiva que é facilmente associada ao mundo animal quando usamos palavras como bando, casal, prole, etc. É id pra caramba!

Quando falamos em Desligar a mente, estamos destacando a necessidade que temos de nos afastar do cotidiano, do mundano, para justamente ter a clareza na avaliação da nossa situação. Quem tem um ego desequilibrado deturpa qualquer tipo de auto-avaliação.

Quando falamos em Realizar nossos sonhos ou nossa missão, estamos nos inserindo em algo maior, algo muito mais importante do que as picuinhas do dia a dia. É lá que está a grande utopia, o mundo perfeito que cada um tem na sua cabeça. O superego é assim, cheio de valores que nem sempre são explicados pela razão.

A diferença é que enquanto a teoria de Freud tenta explicar diversas “anomalias” do comportamento humano, o nosso querido ‘SDR’ quer indicar um caminho para a felicidade.

Um mecânico que conserta carros e um mecânico que faz carros andarem mais rápidos. Finalidades diferentes usando a mesma fonte de conhecimento.

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Todas as músicas dentro do SDR

A música é um dos poucos talentos que o ser-humano compartilha com os animais.

Passaros, golfinhos, cachorros, cada um do seu jeito também ‘canta’.

Alguns cantam para chorar, outros cantam para pedir comida, outros para seduzir, e por aí vai.

O ser-humano também canta com alguma finalidade. E vou mais longe, o ser-humano SEMPRE canta com alguma finalidade.

E como eu acredito que o SDR resume todas as necessidades do ser-humano é normal concluir que qualquer música feita pelo homem se encaixa em algum ciclo do SDR.

É por isso que eu fico tão seguro em dizer que TODAS as músicas que existem no mundo se encaixam em algum dos ciclos do SDR.

O campeão é o “S” que abraça a maioria das músicas sertanejas, dos funks machistas, da MPB e a totalidade das músicas românticas. Também é o tema preferido das gravadoras e das FMs. Não é novidade que falar de amor e de sexo é o caminho mais rápido para vender um produto.

O segundo colocado é o “D”, afinal de contas, música é entretenimento, música é pra se divertir (como diria o Tiririca). Nessa onda, o Axé é bastante forte e a música eletrônica também, uma vez que os dois estilos têm como principal objetivo fazer as pessoas dançarem. E também tem a musica gospel que é feita para “religar” as pessoas com Deus.

Já no lado do “R” é mais escasso. Quem se destaca é o Hip Hop com muitas músicas relatando as dificuldades na periferia, e tem o Funk Proibidão que vai em uma linha parecida. O samba das antigas também tem ótimas canções que se encaixam aqui. A verdade é que esse é o tema mais difícil para fazer música, pois sempre corre o risco de parecer “cabeça” demais.

Como disse em um post anterior, a música tem papel fundamental para a construção de uma sociedade, e não é a toa que a maioria das pessoas dedica a maior parte da sua vida para sua necessidade de Socializar, de vez em quando se lembram de Desligar um pouco a mente, mas raramente se esforçam para Realizar sua missão.

Será que essa semelhança é mera coincidência?

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